São João de Jequié 2025 consagra-se como maior da história com 120 mil pessoas na última noite

Jequié, no sudoeste baiano, encerrou o São João 2025 na terça-feira, 24 de junho, com uma multidão estimada em 120 mil pessoas lotando a Praça da Bandeira e os circuitos juninos da cidade. Intitulado “O Melhor São João da Bahia”, o evento, promovido pela Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, superou todas as edições anteriores em público e impacto econômico, consolidando a cidade como um dos principais polos juninos do Brasil. A última noite, marcada por shows de Natanzinho Lima, Wesley Safadão, e Henry Freitas no palco Carlos Pitta, foi celebrada como o ápice de uma festa que uniu tradição, inovação e segurança.

Um recorde de público

A edição de 2025 do São João de Jequié alcançou números históricos, com mais de 300 mil pessoas frequentando os circuitos da festa ao longo de 11 dias, segundo estimativas da Secretaria de Cultura e Turismo. A noite de encerramento, na Praça da Bandeira, atraiu 120 mil forrozeiros, superando as expectativas iniciais de 80 mil por noite. O prefeito Zé Cocá (PP) comemorou o feito: “Tivemos o maior São João de todos os tempos, com grandes atrações nacionais e até internacionais. Apesar dos desafios logísticos, mais de 120 mil pessoas se divertiram em um ambiente seguro e acolhedor.”

A abertura, no dia 20 de junho, já havia dado o tom do sucesso, com cerca de 100 mil pessoas prestigiando shows de Alok, Gusttavo Lima, Flávio José, e Theuzinho. A programação, que começou no dia 14 com a Vila Junina na Praça Rui Barbosa, incluiu 180 atrações, entre artistas nacionais, regionais, trios pé de serra, e quadrilhas, reforçando a diversidade cultural da festa.

Atrações e infraestrutura

A última noite foi marcada por apresentações vibrantes. Natanzinho Lima abriu o palco Carlos Pitta às 20h, seguido por Henry Freitas, que trouxe o piseiro, e Wesley Safadão, que levou o público ao delírio com hits como “Vaqueiro Apaixonado” por volta da meia-noite. A estrutura do evento, com um palco de 42 metros de largura e 16 metros de profundidade, foi estrategicamente projetada para garantir visibilidade e conforto, enquanto novos portais de acesso facilitaram a circulação do público.

Além dos shows, a Vila Junina na Praça Rui Barbosa ofereceu gastronomia nordestina, artesanato, e apresentações de forró pé de serra, enquanto a praça de alimentação na Rua Félix Gaspar destacou trios tradicionais. A segurança foi reforçada, com apoio do governo estadual, resultando em apenas 19 ocorrências policiais em todo o período, incluindo a prisão de foragidos da Justiça, segundo a Polícia Militar.

Impacto econômico e cultural

O São João de Jequié 2025 movimentou cerca de R$ 250 milhões na economia local, um aumento de 25% em relação aos R$ 200 milhões de 2024, segundo o Correio. A festa gerou milhares de empregos temporários em setores como alimentação, segurança, e limpeza, além de impulsionar o comércio de roupas, calçados, e hospedagem. Hotéis e pousadas registraram ocupação próxima de 90%, enquanto o comércio ambulante e a venda de produtos típicos, como licor e pamonha, também foram destaques.

Para o secretário de Cultura e Turismo, Domingos Ailton, a edição de 2025 colocou Jequié no mapa dos grandes eventos nacionais. “Atraindo público de outros estados e até de fora do país, mostramos que Jequié é a Cidade do Forró. A presença de Alok, com seu show de drones, e de nomes como Gusttavo Lima e Wesley Safadão, equilibrou inovação e tradição”, afirmou. O prefeito Zé Cocá destacou a estratégia de antecipar anúncios de atrações, como Ana Castela e Calcinha Preta, para atrair patrocinadores e reduzir custos, com a prefeitura arcando com menos de R$ 6 milhões dos R$ 15 milhões investidos, graças ao apoio da iniciativa privada.

Desafios e críticas

Apesar do sucesso, a organização enfrentou desafios logísticos, como a montagem do palco no centro da cidade, que exigiu planejamento minucioso para evitar transtornos. Alguns comerciantes locais criticaram a demora na divulgação de detalhes da programação, cobrando maior planejamento, uma questão recorrente em outros polos juninos, como Feira de Santana. A prefeitura respondeu reforçando o compromisso com a transparência e prometeu ajustes para 2026.

Um marco para Jequié

O São João de Jequié 2025 reafirmou a cidade como um dos maiores polos juninos do Brasil, rivalizando com Campina Grande (PB) e Caruaru (PE). A combinação de atrações de peso, infraestrutura robusta, e investimento em segurança consolidou o evento como um modelo de celebração cultural e econômica. “Jequié é a Cidade Sol e a Cidade do Forró. Essa festa é um presente para nosso povo e para os visitantes que aquecem nossa economia”, declarou Zé Cocá.

Com o sucesso da edição, a expectativa para 2026 é ainda maior, com planos de ampliar a Vila Junina e atrair mais turistas. Enquanto as fogueiras se apagam, Jequié celebra o fortalecimento de sua identidade cultural e o impacto transformador do São João na região do Médio Rio de Contas.

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