Jerônimo Rodrigues dialoga para evitar greve de médicos na Bahia

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta terça-feira (29) que o governo estadual está empenhado em negociações com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) para evitar a paralisação dos profissionais de saúde, anunciada para começar à 0h de quinta-feira (31). A mobilização, que envolve médicos das maternidades Albert Sabin e Tsylla Balbino, do IPERBA, do Hospital Geral Roberto Santos e do Hospital Geral do Estado, é uma resposta às demissões de contratos celetistas com o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) e à recontratação via CNPJ, medida criticada pela categoria.

Durante evento em comemoração aos 100 anos da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), em Salvador, Jerônimo destacou os esforços para manter o diálogo. “Estamos conversando com o Sindimed, liderados pela secretária Roberta Santana e pela Secretaria de Relações Institucionais. Damos o que podemos dar, mas não podemos ceder além das nossas possibilidades”. O governador enfatizou planos para melhorar a infraestrutura da saúde e realizar concursos públicos, mas pediu compreensão diante das limitações orçamentárias do estado.

A paralisação, caso confirmada, pode impactar o atendimento em unidades-chave do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital baiana, gerando preocupação entre a população. O Sindimed reivindica melhores condições de trabalho e a revisão do modelo de recontratação, que, segundo o sindicato, precariza os vínculos trabalhistas. A secretária de Saúde, Roberta Santana, tem liderado as negociações, buscando um acordo que contemple as demandas da categoria sem comprometer o orçamento estadual.

Jerônimo também anunciou que novas medidas para a saúde serão divulgadas ao longo de agosto, como parte das celebrações do centenário da Sesab. “Tínhamos um pacote de ações pronto, mas decidimos segurar para ajustar as contas. Ainda neste mês, com o selo dos 100 anos, traremos novidades para fortalecer o SUS na Bahia”, prometeu. A expectativa é que os anúncios incluam investimentos em equipamentos, ampliação de serviços e concursos para reforçar o quadro de profissionais.

O embate reflete os desafios de equilibrar demandas trabalhistas e a gestão financeira do estado, em um contexto de alta pressão por serviços de saúde. Enquanto o diálogo prossegue, a população aguarda um desfecho que garanta a continuidade do atendimento e valorize os profissionais da saúde baiana.

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