José Ronaldo adia decisão sobre apoio em 2026 e descarta contrapartidas

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), afirmou na noite de quarta-feira (30) que só decidirá sobre seu apoio político para a eleição ao governo da Bahia em janeiro de 2026, mantendo neutralidade no embate entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). Em entrevista ao programa Jornal da Cidade, da Rádio Metrópole, Ronaldo enfatizou que seu foco atual é a gestão municipal e descartou qualquer negociação envolvendo cargos ou contrapartidas eleitorais. “Não sou candidato a nada em 2026. Meu compromisso é com Feira, e minha decisão sobre apoio será clara no próximo ano”, declarou ao jornalista Casemiro Neto.

Feira de Santana, segundo maior colégio eleitoral da Bahia, com cerca de 400 mil eleitores, é vista como peça-chave para o pleito de 2026, que promete ser acirrado. Tanto Jerônimo quanto ACM Neto têm buscado aproximação com Ronaldo, figura influente na política baiana há décadas. O prefeito, que já governou a cidade por quatro mandatos, destacou sua relação cordial com o governador, que visitou Feira na quarta-feira para entregar 65 viaturas policiais. “Recebo Jerônimo com satisfação, assim como estive na governadoria discutindo gestão pública. Mas política eleitoral só trato em 2026”, reforçou.

Ronaldo também abordou a tensão com ACM Neto, seu correligionário, após não ser escolhido como vice na chapa do União Brasil em 2022. “Foi um momento complicado, fiquei contrariado, mas isso é passado. Vivo o presente e projeto o futuro”, disse, negando mágoas. Sobre a gestão de Jerônimo, ele evitou avaliações subjetivas, destacando a importância das pesquisas eleitorais para medir a aprovação popular. “Jerônimo é próximo das pessoas, viaja muito e sabe se relacionar. Mas a melhor avaliação é nas urnas e nas pesquisas”, afirmou, citando uma sondagem local, mas ponderando que ela não reflete os 417 municípios baianos.

A postura de Ronaldo reflete sua estratégia de manter independência política até o início do próximo ano, evitando desgastes em um cenário polarizado. Ele reafirmou que não renunciará ao mandato de prefeito e que seu apoio em 2026 será definido sem “toma lá, dá cá”. “Meu papel é apoiar, não buscar cargos ou chapas. Fiz uma campanha clara em Feira, e é isso que vou cumprir”, concluiu. A decisão do prefeito, que tem forte influência no interior, pode ser determinante para o futuro político da Bahia, enquanto Jerônimo e Neto intensificam articulações para conquistar seu respaldo.

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