Feira de Santana deu um passo inovador no combate à dengue com o lançamento do projeto InovaFeira, anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde na quinta-feira, 21 de agosto de 2025. A iniciativa, apresentada em evento na Unex, no bairro SIM, introduz tecnologias avançadas para enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, com o objetivo de reduzir casos, hospitalizações e óbitos na cidade.
O secretário de Saúde, Rodrigo Matos, destacou a abordagem multifacetada do projeto. “Combater a dengue exige atuar em várias frentes: vacinação, trabalho dos agentes de combate às endemias e, agora, tecnologias inovadoras para maximizar nossos esforços”, afirmou. Entre as novidades está o uso de armadilhas para contabilizar ovos do mosquito e detectar a presença do vírus, além de uma técnica que infecta fêmeas do Aedes aegypti para reduzir a população do inseto nos criadouros.
Um dos destaques do InovaFeira é a introdução de 18 bicicletas elétricas, que serão usadas por novos agentes para ampliar a cobertura de visitas em bairros residenciais. “Esses trabalhadores não substituem os agentes de combate às endemias, mas somam esforços, aumentando a eficiência do controle do mosquito”, explicou Matos. A operação das bicicletas deve começar entre o final de agosto e o início de setembro, com prioridade para áreas urbanas e possibilidade de expansão para distritos, dependendo dos resultados.
O projeto também inclui o uso de drones para monitoramento de áreas de difícil acesso e a criação de uma sala de monitoramento no Centro de Combate às Endemias, equipada com um painel de controle (dashboard) para acompanhar em tempo real os avanços no combate à dengue. A iniciativa, fruto de uma parceria com o Ministério da Saúde e operacionalizada por uma organização social, tem a meta ambiciosa de reduzir os casos de dengue em até 50% nas áreas atendidas.
O prefeito José Ronaldo de Carvalho, presente no lançamento, reforçou o caráter inovador do projeto. “O nome InovaFeira diz tudo: buscamos soluções novas para combater esse mosquito que causa tanto sofrimento. A tecnologia vem para somar ao trabalho dos agentes, e nosso objetivo é reduzir a presença do Aedes aegypti”, declarou. Ele informou que o projeto terá duração inicial de cerca de 10 meses, com possibilidade de ampliação com base nos resultados.
A expectativa é que as tecnologias implementadas, aliadas ao trabalho contínuo dos agentes de saúde, fortaleçam a prevenção e o controle da dengue em Feira de Santana. O município, que enfrenta desafios com o aumento de casos durante o período chuvoso, aposta na inovação para proteger a população e melhorar os indicadores de saúde pública.








