José Ronaldo reafirma compromisso com Feira de Santana e descarta renúncia à prefeitura em meio a especulações políticas

Em um cenário de pré-aquecimento para as eleições de 2026, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (União Brasil), foi categórico ao rebater rumores sobre uma possível aproximação com o governo estadual: “Não renuncio à prefeitura em hipótese alguma”. A declaração foi dada na quarta-feira (17), durante a Missão Brasília, evento no Congresso Nacional que celebrou os 192 anos de emancipação política do município baiano.

Questionado pelo jornalista Dilton Coutinho, do Portal Acorda Cidade, sobre especulações de que poderia integrar uma chapa majoritária ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Ronaldo enfatizou seu foco exclusivo na gestão municipal até o fim do mandato, em dezembro de 2026. “Eu disse ao povo de Feira: se eleito prefeito, eu manteria os quatro anos de mandato e isso não vou mudar. Não há a mínima chance”, afirmou. Ele acrescentou que, a partir de janeiro de 2026, é que as conversas políticas ganharão profundidade, mas por ora, prioriza cumprir promessas de campanha.

O prefeito reconheceu os desafios iniciais de sua gestão, iniciada em janeiro deste ano, mas destacou avanços recentes. “Os primeiros quatro, cinco meses foram uma guerra. Mas já estamos sentindo uma luz melhor para janeiro. Isso mostra que vamos poder avançar na cidade e cumprir tudo o que prometemos ao povo de Feira”, disse Ronaldo, referindo-se a contatos mantidos com esferas estadual e federal para viabilizar recursos.

A relação entre Ronaldo e Jerônimo, marcada por rivalidades passadas – como a disputa eleitoral de 2022, quando Ronaldo apoiou o então governador Rui Costa (PT) contra o petista –, tem evoluído para um tom de cooperação pragmática. Mais cedo, no mesmo evento, Jerônimo elogiou o prefeito ao Acorda Cidade: “A presença de José Ronaldo como prefeito ajuda mais a Bahia”. Ronaldo retribuiu o gesto, mas evitou compromissos formais, reforçando que as reuniões entre líderes públicos incluem trocas de ideias, sem alianças profundas por enquanto.

Analistas políticos veem nessa dinâmica uma possível pacificação em Feira de Santana, maior colégio eleitoral do interior baiano, que pode influenciar o tabuleiro estadual. Rumores sobre uma “chapa puro sangue” petista para 2026 persistem, mas a postura de Ronaldo esfria especulações sobre sua migração para o governo.

O evento em Brasília, promovido pelo deputado federal Zé Neto (PT-BA), também serviu de palco para pautas locais, como a defesa de um Hospital Geral do Câncer em Feira e a união entre rivais pela desenvolvimento da cidade. Ronaldo concluiu: “Eu pouco estou falando em política. Estou tratando da gestão”.

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