Na última segunda-feira (29), o Supremo Tribunal Federal (STF) celebrou a posse do ministro Edson Fachin como novo presidente da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o biênio 2025-2027. Em uma cerimônia marcada por simbolismo e presença de autoridades dos três poderes, o evento reforçou o papel do Judiciário como pilar da democracia brasileira. O ministro Alexandre de Moraes assumiu a vice-presidência, consolidando uma gestão que promete priorizar a defesa da Constituição e a independência judicial.
A solenidade, realizada no plenário do STF, em Brasília, contou com a participação de figuras como o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, além de outros governadores, ministros e representantes de instituições federais. O ritual incluiu a execução do Hino Nacional, a assinatura do termo de posse e discursos que destacaram a relevância do momento. O ex-presidente do STF, Luís Roberto Barroso, passou o cargo a Fachin, que assumiu com um discurso firme sobre a missão do Supremo.
Fachin, escolhido em 13 de agosto seguindo a tradição de antiguidade da Corte, enfatizou que o STF deve atuar como guardião da ordem democrática, sem ceder a pressões populistas ou interesses políticos. “Ao Direito, o que é do Direito. À política, o que é da política”, declarou, defendendo a autocontenção judicial e rejeitando a espetacularização da Justiça. Ele também destacou prioridades de sua gestão, como o combate à discriminação racial, a defesa da liberdade de imprensa, a atenção à crise climática e a ampliação do acesso à Justiça.
O governador Jerônimo Rodrigues, presente no evento, elogiou a posse como um marco para a democracia. “Este é um momento que fortalece nossas instituições. A democracia se consolida quando acompanhamos e apoiamos quem trabalha por ela. Desejo sucesso aos ministros Fachin e Moraes para que o STF continue sendo o guardião da Constituição”, afirmou.
A nova gestão enfrenta desafios complexos, como a judicialização de demandas sociais, os impactos da transformação digital e a necessidade de equilibrar a atuação do Judiciário em um cenário político polarizado. Fachin reforçou que “ninguém está acima das instituições” e que o STF seguirá como um espaço de equilíbrio e proteção dos direitos fundamentais.








