O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), interpretou como positivo o empate técnico com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) na corrida pelo Palácio de Ondina em 2026, conforme pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (22). O levantamento, realizado entre os dias 18 e 19 de setembro com 1.200 eleitores por telefone e margem de erro de três pontos percentuais (nível de confiança de 95%), aponta ACM Neto com 40% das intenções de voto, contra 36% de Jerônimo – números que se igualam dentro da margem de erro.
Durante agenda em Salvador, o petista destacou a evolução em relação a sondagens anteriores, atribuindo o crescimento à melhora nos indicadores econômicos nacionais e à consolidação da imagem do presidente Lula. “Ele já estava nessas pesquisas na frente, e nessa agora já é praticamente empate técnico. É o que está posto lá. Até agora, o que a gente vê é que me colocaram em pesquisas anteriores numa posição bem desvantajosa, e essa já é uma segunda ou terceira que a gente vai crescendo de forma amadurecida”, afirmou Rodrigues. Ele enfatizou o avanço na capital baiana: “Pesquisa é muito relativa do momento, e eu espero que essa consolidação, por exemplo, de ver o Lula melhorando, de ver indicadores melhorando. O que eu vi ali foi que o nosso crescimento na capital é onde está acontecendo de forma mais natural”.
A disputa repete o embate de 2022, quando Jerônimo superou ACM Neto no segundo turno por margem apertada (49,67% contra 47,48%). Em um segundo cenário testado pela pesquisa, sem o ex-ministro João Roma (PL), ACM Neto sobe para 43%, enquanto Jerônimo se mantém em 36%. Outros nomes, como Kleber Rosa (PSOL) com 2% e João Carlos Aleluia (Novo) com 1%, aparecem com baixa adesão. Brancos/nulos somam 10%, e indecisos, 6%.
Cenário para o Senado: O mesmo instituto sondou intenções para o Senado Federal, onde o ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) lidera com 26%. O senador Angelo Coronel (PSD) surge em segundo, com 17%. A ausência de Jaques Wagner (PT) – que já anunciou pré-candidatura e integra o plano petista de uma chapa “puro sangue” com Rui e Jerônimo – gerou críticas do governador. “Não incluir Wagner é uma falha que escanteia o debate real”, comentou Rodrigues, reforçando a estratégia de unir ex-governadores para fortalecer o grupo na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste.
Analistas políticos veem na pesquisa um sinal de equilíbrio no tabuleiro baiano, com o PT apostando em lealdade partidária e o União Brasil em oposição ao governo federal. A proximidade das eleições municipais, que podem influenciar o pleito majoritário, deve aquecer ainda mais o cenário.
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