A cantora, compositora e empresária Preta Gil, que faleceu no último domingo (20) aos 50 anos em Nova York, terá sua cerimônia de despedida realizada no Rio de Janeiro, sua cidade natal, atendendo aos desejos expressos por ela em vida. A assessoria do cantor Gilberto Gil, seu pai, confirmou que o velório ocorrerá no Theatro Municipal, um dos principais palcos culturais do Brasil, com previsão para quarta (23) ou quinta-feira (24), após o traslado do corpo dos Estados Unidos. Em um gesto que reflete sua essência carnavalesca, Preta pediu que o cortejo fúnebre fosse feito em um trio elétrico, transformando sua despedida em uma celebração de sua vida vibrante.
Preta Gil enfrentava um câncer colorretal desde janeiro de 2023. Após períodos de remissão e tratamentos no Brasil, incluindo cirurgias e quimioterapia, ela buscava um tratamento experimental em Nova York, mas faleceu devido a complicações da doença. A família, liderada por Gilberto Gil, está cuidando dos trâmites burocráticos para a repatriação do corpo, prevista para chegar ao Brasil na quarta-feira (23). A cerimônia será aberta ao público, permitindo que fãs, amigos e artistas prestem suas últimas homenagens à criadora do Bloco da Preta, que arrastava multidões no Carnaval carioca.
A morte de Preta Gil gerou comoção nacional, com tributos de artistas, autoridades e fãs. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou sua “alegria contagiante”, enquanto o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou luto oficial de três dias, descrevendo-a como “a cara do Rio”. A atriz Carolina Dieckmann, que acompanhou Preta em seus últimos dias, escreveu no Instagram: “Te fazer carinho nesses últimos quatro dias foi meu maior privilégio. Você partiu com muito amor”. A apresentadora Bela Gil, irmã de Preta, também se manifestou, chamando-a de “eterna inspiração”.
Preta deixou um legado marcante na música brasileira, com álbuns como Prêt-à-Porter (2003) e Todas as Cores (2017), e sucessos como “Sinais de Fogo”. Além de sua carreira musical, foi empresária na agência Mynd, representando nomes como Luisa Sonza e Pabllo Vittar, e uma voz ativa na luta por diversidade e autoaceitação. Sua conexão com a Bahia, onde curtiu o Carnaval de 2025 e realizou o sonho de mergulhar na Baía de Todos-os-Santos, também será homenageada, com a possibilidade de um sepultamento em Salvador, conforme desejo expresso pela artista.
A despedida no Theatro Municipal e o cortejo em trio elétrico prometem ser um reflexo da vida de Preta: vibrante, inclusiva e cheia de energia. A família pediu privacidade, mas garantiu que divulgará detalhes da cerimônia para que o público possa se despedir. O Brasil chora a perda de uma artista que transformou a música e o Carnaval em celebrações de amor e resistência.








