Quaest: Rejeição a Lula Cai, Enquanto Tarcísio e Bolsonaro Registram Alta

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou queda pela primeira vez em 2025, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2025. O índice, que havia subido de 43% em janeiro para 51% em maio, caiu para 45% em agosto, uma redução de seis pontos percentuais. Enquanto isso, pré-candidatos da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), registraram aumento na rejeição, em um cenário que sinaliza polarização para as eleições de 2026.

De acordo com o levantamento, a rejeição a Tarcísio de Freitas cresceu de 33% em maio para 39% em agosto, um salto de seis pontos. Já Jair Bolsonaro, inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), viu sua rejeição subir de 55% para 57% no mesmo período. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, também atingiu 57%, empatando com o pai como os nomes com maior índice de rejeição entre os principais pré-candidatos.

Apesar de liderar as intenções de voto nos cenários de primeiro e segundo turno, Lula enfrenta resistência à ideia de reeleição: 58% dos eleitores entrevistados acreditam que ele não deveria concorrer em 2026. Bahia e Pernambuco são os únicos estados onde a maioria não se opõe à sua candidatura. A pesquisa também revelou que 47% dos brasileiros temem mais a volta de Bolsonaro ao poder, enquanto 39% expressam maior receio com a reeleição de Lula.

Realizada entre 13 e 17 de agosto de 2025, a pesquisa Quaest entrevistou 12.150 eleitores presencialmente em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Pernambuco. Os dados refletem um cenário político aquecido, com a proximidade das eleições de 2026 intensificando o debate entre governo e oposição.

A queda na rejeição de Lula pode indicar uma recuperação de sua imagem após desafios enfrentados no primeiro semestre, enquanto o aumento nos índices de Tarcísio e Bolsonaro sugere dificuldades para a oposição em consolidar nomes com ampla aceitação. O levantamento reforça a polarização que deve marcar a próxima disputa presidencial, com Bahia e Pernambuco se destacando como redutos de apoio ao atual presidente.

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