O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o início de setembro de 2025 o julgamento da ação penal que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus. A decisão foi anunciada pelo presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, que convocou sessões extraordinárias para analisar o caso, considerado um dos mais relevantes da recente história política brasileira.
As sessões estão agendadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, com horários das 9h às 12h e, nos dias 2, 9 e 12, das 14h às 19h. O julgamento abrange o chamado “núcleo 1” da suposta organização criminosa denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), composto por figuras centrais do governo Bolsonaro. Além do ex-presidente, serão julgados os ex-ministros Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), bem como o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
A denúncia da PGR aponta que o grupo teria articulado ações para subverter a ordem democrática, com foco nos eventos que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023. O julgamento dos demais 34 réus envolvidos na investigação ainda não tem data definida, mas a análise do “núcleo 1” é vista como um marco no combate a ameaças às instituições democráticas.
O caso tem atraído grande atenção, tanto pela gravidade das acusações quanto pelo impacto político de envolver um ex-presidente e figuras de alto escalão de seu governo. O STF conduzirá as sessões com a participação de todos os ministros da Primeira Turma, e a expectativa é de que o julgamento traga desdobramentos significativos para o cenário político nacional.








