Vereador propõe CPI para investigar falhas nos serviços da Neoenergia Coelba em Feira de Santana

O vereador Pedro Américo (Cidadania) apresentou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (6), uma proposta para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a qualidade dos serviços prestados pela Neoenergia Coelba em Feira de Santana. A iniciativa responde a uma onda de reclamações de moradores, empresas e órgãos públicos sobre falhas recorrentes, como demora em atendimentos, interrupções no fornecimento de energia e descumprimento de obrigações contratuais.

Pedro Américo destacou a gravidade dos problemas relatados. “Quase todos os vereadores trouxeram queixas da população, seja na zona rural, urbana ou no setor empresarial. A Coelba demora meses para responder a solicitações simples, como relocação de postes ou instalação de energia para novos empreendimentos. Há casos de empresas que esperam até seis meses por uma solução, o que prejudica o desenvolvimento econômico da cidade”, afirmou.

Entre as principais críticas, estão a lentidão em reparos, falhas na comunicação com os consumidores e a falta de suporte em casos de danos causados por quedas de energia. “Temos relatos de pessoas que perdem eletrodomésticos devido a oscilações na rede e não recebem orientação para buscar indenização. Além disso, contas de energia com valores exorbitantes, muitas vezes incompatíveis com a renda das famílias, são uma constante”, relatou o vereador.

A proposta da CPI visa fiscalizar o cumprimento das obrigações contratuais da Coelba, que, segundo Américo, está sujeita à regulação municipal e à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A Coelba presta um serviço essencial e deve ser responsabilizada por suas falhas. Queremos comparar o que está no contrato com o que é entregue à população. Se a empresa não tem condições de oferecer um serviço de qualidade, que abra espaço para outras”, defendeu.

Reclamações recorrentes e apoio à CPI

O vereador afirmou que a iniciativa partiu de uma análise preliminar e de constantes reclamações registradas em órgãos de defesa do consumidor, onde a Coelba aparece como recordista de queixas. “Famílias que ganham um salário mínimo estão pagando contas de R$ 200 ou R$ 300. Isso é inaceitável para um serviço de baixa qualidade”, destacou.

Para a criação da CPI, são necessárias pelo menos sete assinaturas de vereadores. No entanto, Pedro Américo acredita que a proposta terá apoio unânime na Câmara Municipal, dado o volume de denúncias relatadas pelos parlamentares. “Essa é uma tarefa da Casa: investigar e garantir que a população receba o serviço que merece”, reforçou.

Impactos na cidade

As falhas da Coelba afetam diretamente o cotidiano de Feira de Santana. Na zona rural, interrupções frequentes de energia prejudicam atividades agrícolas. Na área urbana, comerciantes e moradores enfrentam dificuldades com a demora em reparos e a falta de poda de árvores próximas à rede elétrica, exigida por lei municipal. No setor empresarial, a lentidão em respostas para novas instalações trava investimentos e a geração de empregos.

Com a possível abertura da CPI, a expectativa é que a Neoenergia Coelba seja pressionada a melhorar seus serviços e cumprir suas responsabilidades. A população de Feira de Santana aguarda respostas concretas para um problema que afeta a qualidade de vida e o desenvolvimento da cidade.

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